Saiba como utilizar prendedores de mamilos e chegar ao êxtase

Sensibilidade, erotismo e muitas formas de tirar vantagem desta parte do corpo. Os mamilos são grandes aliados – tanto de homens quanto de mulheres! – no quesito prazer. Inclusive, há quem diga que seu estímulo ativa a mesma área do cérebro que a vagina. Poderoso, hein? Mas ao contrário do que se imagina, nem só de lambidas e beijos vive a região. Por isso, hoje trazemos algumas dicas de como acrescentar um brinquedinho bem especial às noites de luxúria: os prendedores de mamilos.

prendedores de mamilos

1) Adaptação é importante
Nem todo mundo fica confortável com o sextoy, por isso o ideal é testa-los na orelha para ver como você reage aos estímulos – e se está muito apertado, etc.

2) Precisam estar durinhos, sim!
Com os mamilos eretos a experiência é completamente diferenciada. O ideal é utilizar os prendedores bem rente à base do seio.

3) E vá tesão!
O brinquedinho aumenta consideravelmente o fluxo sanguíneo na região e, consequentemente, deixando tudo mais sensível. Assim que você tira o toy do mamilo, a sensação é de latejamento e muito prazer.

4) É ótimo, mas tem limite
O ideal é utiliza-los por, no máximo, 10 minutos. Fique atenta à mudanças de coloração e temperatura, qualquer um desses sinais significa que está na hora de removê-los.

prendedores de mamilos

E aí, gostou da ideia? Então corre agora para a nossa loja virtual para conhecer as opções de prendedores de mamilos que estão por lá!

Mamilos polêmicos: por que eles são censurados?

mamilos-livres
(Mamilos Livres/Divulgação)

“Mulheres e homens são iguais em direitos e obrigações. As liberdades que estão disponíveis para um grupo precisam estar disponíveis para todos.” Com essa reflexão básica e necessária é que se inicia o manifesto do Movimento Mamilo Livre, lançado em outubro em São Paulo. A premissa é simples: fazer a sociedade refletir sobre essa censura seletiva, que proíbe a exibição do mamilo feminino (e SOMENTE do feminino).

A ação é provocadora: espalhar fotos de peitos nus, masculinos e femininos, pelas ruas. “Muita gente acha essa discussão besta, mas penso que ela seja emblemática, porque a razão pra que o seio feminino não possa estar à mostra é o olhar dos homens. Quer dizer, por causa do desejo masculino nós vamos retirar da mulher a liberdade de usufruir do seu corpo como bem entende? É preciso questionar isso”, acredita a psicóloga Letícia Bahia, que idealizou o projeto junto com a fotógrafa Julia Rodrigues.

Desde sábado (12) os lambe-lambes do movimento podem ser vistos pela capital paulista em locais como o Largo da Batata, rua Augusta, avenida Vital Brasil e praça 14 Bis, mas o projeto se propõe a ser global. O site do Mamilo Livre está disponível em 14 idiomas e convoca todo mundo a imprimir as imagens ou tirar outras fotos para espalhar mamilos por aí.

mamilos-livres1.png
(Divulgação)

O projeto brasileiro vem unir esforços a dois movimentos norte-americanos: o Free The Nipple e o TaTa Top. Criado por um grupo de amigas em Nova York, o Free The Nipple é hoje o maior movimento pela liberdade dos mamilos femininos. A iniciativa já ganhou até um filme de mesmo nome e hoje é apoiada por celebs como Miley Cyrus, Cara Delevingne e Lena Dunham. Tudo começou em 2005 quando uma mulher foi presa em Manhattan por fazer topless, sendo que o estado de NY havia permitido a prática 15 anos antes! Por conta disso, várias mulheres resolveram protestar com os seios à mostra e convocar aliadas ao redor do país. Segundo dados da campanha, hoje 37 estados americanos ainda proíbem a exibição de mamilos femininos, inclusive para fins de aleitamento materno.

mamilos-livres_01
(Free the Nipple / TaTa Top)

Em apoio ao Free The Nipple, o movimento TaTa Top acabou originando uma marca de tops de biquíni com estampa hiper-realista de mamilos. A ideia surgiu em Chicago, quando um grupo de amigas se revoltou ao saber que turistas alemãs haviam sido presas nos EUA por estarem com os seios à mostra numa praia. Na Alemanha (assim como em diversos países europeus) o topless feminino, e inclusive a nudez total de homens e mulheres, não é mais um grande tabu. Por lá é possível ver corpos nus em diversos lagos, praias e até mesmo em parques urbanos.

mamilo-masculino1
(Micol Hebron/Reprodução)

Em julho desse ano, a artista norte-americana Micol Hebron voltou a chamar a atenção para o assunto ao ter uma foto com seios à mostra censurada nas redes sociais. Revoltada, ela publicou a imagem de um mamilo masculino dizendo “Se você postar fotos de mulheres fazendo topless, por favor use essa imagem de um mamilo masculino aceitável para cobrir os seus mamilos femininos inaceitáveis. Obrigada por tornar o mundo mais seguro”. O protesto logo viralizou e foi aderido por mulheres ao redor do mundo.

 

E aqui no Brasil… não seria paradoxal termos tantos pudor em torno dos mamilos, mesmo usando os menores biquínis do mundo? “Não vejo um paradoxo. Na verdade, se você pensar do ponto de vista do patriarcado, é absolutamente coerente. A nudez é permitida em contextos eróticos, em situações em que o que está em jogo é o prazer masculino. Qualquer banca de jornal tem mais nudez do que os painéis do #mamilolivre; corpos femininos enfeitam o palco dos programas de TV; mulheres com pouca roupa, ou mesmo nuas, são uma das principais atrações do Carnaval. Mas se uma mulher resolve bronzear o seio, ou mesmo amamentar em público, é um escândalo!”, problematiza Letícia Bahia.

mamilos-livres_11.png
(Julia Warken/Reprodução)

E como já era de se esperar, infelizmente o #mamilolivre também já está colhendo os frutos da censura. Enquanto essa matéria estava sendo escrita, as contas de Letícia e do movimento foram bloqueadas no Facebook. Coincidentemente, no mesmo dia em que o projeto foi lançado a cantora baiana Karina Buhr também teve sua conta bloqueada. A punição foi por conta de um post mostrando a capa do álbum Selvática, em que a própria aparece com os seios descobertos. É a caça às bruxas 2.0!

 

Será que o mesmo aconteceria se essas imagens fossem cobertas por ~mamilos masculinos aceitáveis~? Será que já não está na hora de todas nós questionarmos o quanto são válidas as regras seletivas impostas sobre nossos corpos? O que vale para uns não deveria valer para todos e TODAS?

Fonte: M de Mulher